Metodologia

Como a CriptoPrevisão faz as previsões

Sem caixa-preta: aqui está, passo a passo, de onde vêm os dados, quais modelos usamos, como medimos o acerto e onde estão os limites de tudo isso.

1. De onde vêm os dados

Os preços vêm do mercado à vista (spot) da corretora Bybit, por meio da sua API pública: o histórico de velas (abertura, máxima, mínima, fechamento e volume) e o fluxo de negócios em tempo real, por WebSocket. O seu próprio navegador busca esses dados diretamente; não há intermediário alterando os números.

No Laboratório também usamos dados de derivativos (taxa de financiamento, proporção de contas compradas e vendidas e contratos em aberto), o Índice de Medo e Ganância (alternative.me) e manchetes de veículos de notícias.

2. O que exatamente prevemos

O alvo é simples e verificável: o preço de fechamento da próxima vela (de 1, 5 ou 15 minutos). Internamente, o modelo prevê o retorno logarítmico da vela, isto é, quanto o preço deve variar em termos percentuais, e depois converte isso em preço.

Prever o fechamento de uma vela curta é o teste mais honesto possível: em poucos minutos já se sabe se a previsão foi boa, e o placar se acumula rápido.

3. Os 5 modelos

Em vez de apostar em um único método, cinco modelos disputam a previsão:

  1. Ingênuo (“o preço não muda”): prevê que a próxima vela fecha no mesmo preço da anterior. Parece bobo, mas em mercados eficientes é dificílimo de vencer. Ele é a nossa régua.
  2. Tendência: projeta a média dos retornos das últimas 100 velas.
  3. Autorregressivo: usa os retornos das últimas 3 velas, com regularização para não exagerar padrões que são só ruído.
  4. Multi-fator: uma regressão com 13 sinais técnicos (retornos recentes, momento, RSI, MACD, Bandas de Bollinger, regime de volatilidade, volume e formato do candle), treinada continuamente.
  5. Padrões análogos: procura no histórico os 30 momentos mais parecidos com o atual (em 8 velas) e olha o que aconteceu depois deles.

4. O ensemble adaptativo

A previsão exibida é uma média ponderada dos cinco modelos. O peso de cada um é proporcional ao inverso do seu erro nas últimas 150 velas: quem errou menos recentemente pesa mais. Como o modelo ingênuo participa, quando nenhum método está funcionando o ensemble naturalmente se aproxima de “o preço não muda”, o que é a postura mais prudente.

5. A faixa provável (GARCH)

Além do preço previsto, mostramos a faixa onde o fechamento deve ficar em cerca de 80% das vezes. Ela vem de um modelo GARCH(1,1), padrão na literatura financeira para medir volatilidade: momentos agitados geram faixas largas; momentos calmos, faixas estreitas. Diferentemente da direção do preço, a volatilidade tem boa previsibilidade, e o placar mostra quantas vezes o preço realmente caiu dentro da faixa.

6. Como testamos sem trapacear

Todos os testes são feitos em modo walk-forward: para prever a vela de número N, o modelo só pode usar informações disponíveis até a vela N−1. Os modelos são retreinados periodicamente, sempre olhando só para o passado. Isso evita o erro mais comum em backtests, o de “ver o futuro” sem perceber.

No Laboratório, as previsões feitas ao vivo também são gravadas antes do resultado existir e conferidas quando a vela fecha. Esse é o teste mais forte que existe.

7. Como medimos o acerto

MétricaO que dizComo ler
MAPEErro médio, em %, entre o preço previsto e o real.Sempre pequeno em velas curtas, até para quem não prevê nada. Sozinho, não prova habilidade.
MASEErro do modelo dividido pelo erro do “preço não muda”.Abaixo de 1 = melhor que a régua. Acima de 1 = pior.
Teste de Diebold-MarianoVerifica se a diferença de erro em relação à régua é estatisticamente significativa.Só dizemos que o modelo “vence o ingênuo” com 95% de confiança.
Acerto de direção% de vezes em que acertou se o preço subiria ou cairia.50% é cara ou coroa. Só é relevante se for significativamente maior.
Cobertura da faixa% de vezes em que o preço real ficou dentro da faixa de 80%.O ideal é perto de 80%.
Retorno com taxasResultado de seguir o modelo, descontando as taxas da corretora.Mostra se o sinal sobreviveria aos custos reais.

8. Limitações (leia com atenção)

9. Como nascem os avisos Premium

A cada fechamento de vela, um robô roda exatamente o mesmo motor do site. Se a força do sinal (a previsão dividida pela volatilidade esperada) passa de um limite mínimo, ele envia no Telegram a direção, o horário de entrada e saída, o stop e o alvo calculados pela volatilidade. Quando a vela termina, o robô apura o resultado com as taxas descontadas e publica, ganhando ou perdendo. Os avisos são estatísticos e automáticos; não há análise individual nem garantia de resultado.

10. Glossário

Vela (candle)
Resumo do preço em um intervalo de tempo: abertura, máxima, mínima e fechamento.
Retorno logarítmico
Forma de medir a variação percentual do preço que soma corretamente ao longo do tempo.
Volatilidade
Quanto o preço costuma oscilar. Alta volatilidade significa movimentos maiores, para cima ou para baixo.
Ensemble
Combinação de vários modelos em uma única previsão.
Walk-forward
Teste em que o modelo só usa dados do passado em cada previsão, simulando o uso real.
GARCH
Modelo estatístico que estima a volatilidade futura a partir da volatilidade recente.
Stop loss
Preço em que uma operação é encerrada para limitar a perda.
Alvo (take profit)
Preço em que uma operação é encerrada para realizar o ganho.
Taxa de financiamento (funding)
Pagamento periódico entre comprados e vendidos em contratos perpétuos; valores altos indicam muitos apostando na alta.
Contratos em aberto (open interest)
Quantidade de contratos de derivativos ainda abertos no mercado.
Livro de ofertas
Lista de ordens de compra e venda esperando para serem executadas.
Índice de Medo e Ganância
Indicador de 0 a 100 do humor do mercado de cripto.
Lembre-se: nada aqui é recomendação de investimento. Leia o Aviso de risco.

Ver o painel ao vivo Abrir o laboratório